AGP

Edifício multiuso de serviços e Industrial, Vagos, Aveiro, 2014.

Romulo Neto Arquitetos
Romulo Neto Arquitetos
Romulo Neto Arquitetos
O conceito, que esteve por detrás do projeto, tem como ponto de partida a perceção concreta do programa em causa, a sua aplicabilidade e funcionalidade na sua distribuição. Só depois aplicámos o nosso conceito. Em qualquer organismo vivo existe uma estrutura e uma série de órgãos, que por sua vez são protegidos por músculos e revestidos por uma pele. Se estes órgãos não estiverem no sítio correto, o corpo passa a não funcionar, a pele e a estrutura passam a não fazer sentido. Transportámos e fizemos a analogia de um corpo vivo e aplicámos a ideia no nosso edifício. Assim sendo, conseguimos uma construção que consegue estabelecer relações espaciais funcionais, e relações espaciais atrativas. Se o interior funciona, o exterior vive e é bonito.

A ideia é criar diferentes atmosferas, é um edifício que vai ser vivido de formas diferentes, o espaço está em constante mutação. Uma empresa funciona se houver dinamismo, energia, mobilidade. Se houver estagnação, o edifício morre e as pessoas morrem com ele. Um edifício bem concebido ajuda no rendimento de um trabalhador. A luz, o ar, a natureza, são peças imprescindíveis na associação do Edifício – Homem. Assim sendo, a luta para que estes elementos naturais façam parte integrante da construção foram permanentes e estão presentes de uma forma constante na obra.

A estratégia tem, como base, a procura de uma construção que seja rápida na sua concretização. O ferro foi adotado como elemento estrutural e estético, havendo outros elementos de composição que se agregam e se confrontam com a estrutura. Desde início foram-nos impostos limites, confrontado um programa, áreas, altimetrias. A solução foi criar espaços interiores que estivessem em permanente cumplicidade com o exterior, assim sendo o edifício tornou-se transparente.

Os tetos com altos e baixos fazem com que haja diferentes emoções e particularizando as diferentes compartimentações, criámos vários mundos num só universo. Como nos é falado no livro Paisagem Urbana de Gordan Cullen, as emoções podem ser transportadas e materializadas na arquitetura. Foi nessa matriz que desenvolvemos a estratégia inicial do nosso trabalho.
The concept, which was behind the project, has as its starting point the concrete perception of the program in question, its applicability and functionality in its distribution. Only then the concept was applied. In any living organism there is a structure and a series of organs, which in turn are protected by muscles and covered by a skin. If these organs are not in the correct place, the body does’nt work, the skin and the structure stop making sense.

We transported and made the analogy of a living body and applied the idea in our building. Thus, we obtain a construction that can establish functional spatial relations, and attractive spatial relations. If the interior works, the exterior lives and is beautiful. The idea is to create different atmospheres, it’s a building that will be lived in different ways, where the space is constantly changing. A company works if there is dynamism, energy, mobility. If there is stagnation, the building dies and people die with it. A well-designed building helps in yielding a worker. Light, air, nature, are indispensable pieces in the association of the Building - Man. Thus, the struggle for these natural elements to form an integral part of the construction was permanent and is present in a constant way in the work.

The strategy is based on the search for a construction that is fast in its implementation. Iron was adopted as a structural and aesthetic element, with other elements of composition that aggregate and are confronted with the structure. From the beginning there were imposed limits, confronted a program, areas, altimetry. The solution was to create interior spaces that were in permanent complicity with the exterior, thus the building became transparent.

The ceilings with ups and downs cause different emotions to exist and particularizing as different comparisons, we create several worlds in a single universe. As we are told in Gordan Cullen's Urban Landscape, emotions can be transposed and materialized in architecture. It was in this matrix we developed the initial strategy of our work.
Romulo Neto Arquitetos
Romulo Neto Arquitetos
Romulo Neto Arquitetos
Romulo Neto Arquitetos
Romulo Neto Arquitetos
Romulo Neto Arquitetos
Romulo Neto Arquitetos
Romulo Neto Arquitetos
Romulo Neto Arquitetos
Romulo Neto Arquitetos